happy November 1st!

smile, November!

It is the first day of the 11th month of year and nothing looks and feels more like November than the scattered rain showers and the gushing wind here in the Northeast.

As the sky turns gray, my wardrobe follows the cues of the weather and soon I find myself wearing a black cardigan, over a black tank top, over black jeans, and black flats. Although I am not a huge fan of lipstick (I think my lips are too big – oh, the insecurities!), I take the opportunity to pop some color on my face with Revlon’s Just Bitten Kissable Balm Stain. I particularly enjoy wearing it because the color seems to stay on my lips after many hours and applications of Burt’s Bees colorless lip balm.

The color here is Revlon’s Sweetheart Valentine. 

T.

team beard champions

Highlight of the week: Red Sox World Series Champions 2013! Bostonians may be lacking sleep, but they are certainly not lacking enthusiasm after the city’s great victory.

Farewell October Baseball… I will miss watching the most harmonious group of bearded men running around bases and hitting unexpected, yet awesome, grand slams. (#GETBEARD)!

T.

suave desequilíbrio

Fui feita assim, desafinada.
Mas sou dona de uma voz que me faz falar e ser ouvida por outros.

Fui feita assim, com um olho maior que o outro.
Mas sou dona de um par de olhos pra enxergar as belezas e impurezas do mundo.

Fui feita assim, com uma perna esguiada pra dentro, causando desconforto quando uso sapatos muito fechados.
Mas sou dona de um par de pernas que me guia por vários lugares do mundo.

Fui feita assim, com um sorriso torto que está me levando anos para consertar.
Mas sou dona de um sorriso que me auxilia na expressão de gratidão e felicidade.

Fui feita assim, com uma pele pálida, mas meu valor não está vinculado à nada físico.

Fui feita assim, com mechas de fios brancos entre meus fios castanhos, um lembrete conspícuo que os anos estão passando.

T.

pequenas

Sabe aquela preguiça que bate depois do almoço, independente do tamanho da porção de carboidrato que ingeriu ou sobremesa que não resistiu? Seeeeei.

Não importa se é pra ir pra aula ou pra escolinha onde trabalho, sinto vontade de estar em casa, com roupas mais largas e confortáveis. Apesar de eu sentir isso inúmeras vezes, eu sinto que volto um tanto mudada quando entro em casa a noite. Além das minhas aulas serem bastante estimulantes, com discussões sobre assuntos que me fortalecem academicamente, eu aprendo muito quando estou entre crianças onde trabalho. Apesar de alguns falarem às vezes em frases ininteligíveis, eu vejo como estes pequenos estão aprendendo a enxergar o mundo. São dedinhos que apontam para o céu perguntando sobre o formato das nuvens ou que pegam na minha mão pra me levar pra conhecer os bichinhos de pelúcia ou que montam um quebra-cabeça de 12 peças gigantes. E todos os dias quando lembro de pequenos grandes momentos como estes, não há como não sorrir também.

No final das contas, são os rostinhos deles que fazem a grande diferença quando volto pra casa. Como é possível um rosto tão pequeno comportar um sorriso tão grande? Apesar da minha mão conseguir cobrir um rosto, eu queria poder pegar um sorriso entre meus dedos, segurá-lo em meu punho e guardá-lo dentro do bolso para futuras ocasiões quando um sorriso vira uma raridade e uma necessidade.

E logo hoje ouvi um coral de gargalhadas, mas gargalhadas tão fortes que meu tímpanos começaram a pulsar, minhas sobrancelhas saltaram e meus olhos esbugalharam. Tamanha inocência e pureza que caracteriza as ações destas crianças me faz querer enxergar o mundo de uma maneira mais positiva. Apesar dos poucos meses que trabalho alí, já são pequenas, logo importantes, mudanças que fui observando, como uma menina tímida que já gargalha alto e brinca com outras crianças e um menino que agora corre sem cair. Pequenas mudanças que às vezes não são notadas. Talvez os nossos dias também trazem mudanças em nossos relacionamentos, nossas escolhas e passos para vencer na vida.

Quem diria que um grande sorriso vindo de pequenas pessoas teria um poder fascinante assim?

T.

meias verdes

Eu estou andando de metrô todos os dias e logo aprendi a fazer pouco contato visual com as pessoas e adotar a técnica “cara de árvore” que fazemos quando olhamos pra fora da janela pra poupar a bateria do smartphone. Porém, eu costumo olhar pro chão e foi assim que eu vi: meias verdes com desenhos (pareciam sapos, mas não consegui decifrar) dentro de sapatos marrons. O dono das meias verdes usava calça capri verde esmeralda, uma camisa branca e uma mochila roxa com detalhes em marrom escuro. Entre tons terra, preto e cinza, as meias verdes destacaram bastante naquele vagão. Infelizmente eu não tenho coragem de deixar minhas meias à mostra, costumo escondê-las bem dentro de botas de cano curto. Mas acho que minhas meias de onça fariam sucesso…

Logo vi que eu não era a única olhando para as meias verdes. Muitos olhos o seguiam e muitas cabeças viraram quando as meias verdes atravessaram o primeiro vagão até a porta de saída. Depois disso, tudo voltou a ser cinza, branco, bege, normal e igual. Procuramos fugir da mesmice mas, ao mesmo tempo, vivemos com medo de sermos diferentes.

Apesar de eu não ser dona de um par de meias verdes, eu posso ser dona de um gesto bondoso no vagão do metrô ou de um sorriso ao cruzar com estranhos em ruas estreitas.

E o dono das meias verdes nunca saberá que ele me fez perceber algo importante naquele dia.

 T.

challenge

This was my initial reaction to what I saw in the subway on my way to class today.

When my friend sent me this illustration in the morning, I wouldn’t expect that I would be expressing this amount of disapproval towards another human being.

I was standing on my usual corner in the subway car, when I see two older women (late 60s, I’d say) join the marvelous party that is the MBTA’s Green Line. The train conductor doesn’t wait for newcomers to take a seat, so off we go, while both ladies find their balance by holding onto each other’s bags and search for seats together. Voilá! And there are none, but there are plenty of vacant places to sit. Some folks, however, occupy two seats: one for their bums, the other for their Jansports, Oakley backpacks, or designer handbags. Then there are three seats, two are vacant, and the one in the middle is occupied. Most likely, people would not sit next to you because you are in the awkward middle seat. Now, if you sat on either end, at least there would be that (un)comfortable vacant spot between you and the stranger. Sounds familiar?

These two women locate two spots where they could potentially sit, but there is a young woman, and I repeat, young woman, occupying the awkward middle seat. One of them gently asked: “May we have these seats so that we may sit together?” The young woman neither blinked nor raised her chin from her screen. She didn’t even have earphones on. All she had to do was move one seat over, but she chose not to. The women did not make much of it, as they continued searching for places to sit. As they walked past me, I expected that they would be discussing the incident and how rude the young woman was. Instead, they were more concerned about finding seats together. Before she rose to get off the train, I caught her glancing and shaking her head towards the direction where the older women went.

I came home and discussed the incident with my sister. We tried to find ways to see this incident in a positive way, but it was hard. It was almost as if we were trying to justify her actions. Perhaps she was having a bad day or maybe she has always been giving in to others, but today she chose to do whatever she wanted. But our problems are not other people’s problems and definitely her problems were not the older women’s problems either.

I barely started my blog and this post is not about kindness, love, or friendship. I knew it would be a challenge for me, but this is why I chose to do it. It actually serves as a concrete example of what we need most.

P.S. – The illustration above is not my own. Please visit http://www.julianoyi.com for more amazing art by this extremely talented friend of mine 😀 !

T.